Parabens aniversario Restaurasaun independensia RDTL ba dala 7. Atu hametin hikas ita nia espiritu nasionalismo ita tenki kaer metin ba Istoria luta ukun rasik an. tuir mai ita bele hare Historia Timor durante restaurasaun Independensia ho versaun Portugues.
De acordo com alguns
antropólogos, um pequeno grupo de caçadores e agricultores já habitava a ilha de Timor por volta de 12 mil anos a.C. Há documentos que comprovam a existência de um comércio esporádico entre o Timor e a
China a partir do
século VII, ainda que esse comércio se baseasse principalmente na venda de escravos, cera de abelha e
sândalo, madeira nobre utilizada na fabricação de móveis de luxo e na perfumaria, que cobria praticamente toda a ilha. Por volta do
século XIV, os habitantes de Timor pagavam tributo ao
reino de Java. O nome Timor provem do nome dado pelos
Malaios à Ilha onde está situado o país, Timur, que significa Leste
[1].
O primeiro contato europeu com a
ilha foi feito pelos
portugueses quando estes lá chegaram em
1512 em busca do sândalo. Durante quatro séculos, os portugueses apenas utilizaram o território timorense para fins comerciais, explorando os recursos naturais da ilha.
Díli, a capital do
Timor Português, apenas nos anos 60 do século XX começou a dispor de luz elétrica, e na década seguinte, água, esgoto, escolas e hospitais. O resto do país, principalmente em zonas rurais, continuava atrasado.
Após a
Revolução dos Cravos, o governo português decidiu abandonar a ilha em agosto de
1975, passando o poder à FRETILIN (Frente Revolucionária de Timor-Leste) que proclamou a república em
28 de Novembro do mesmo ano. Porém, a independência durou pouco tempo. O general
Suharto, governante da
Indonésia, mandou tropas do exército invadirem a ilha. Em
7 de Dezembro, os militares indonésios desembarcavam em
Díli, ocupando brevemente toda a parte oriental de Timor, apesar do repúdio da Assembléia-Geral da
ONU.
A
ocupação militar da Indonésia em Timor-Leste fez com que o território se tornasse a 27.ª província indonésia, chamada "
Timor Timur". Uma política de
genocídio resultou num longo massacre de timorenses. Centenas de aldeias foram destruídas pelos bombardeios do exército da Indonésia, sendo que foram utilizadas toneladas de
napalm contra a resistência timorense (chamada de Falintil). O uso do produto queimou boa parte das florestas do país, limitando o refúgio dos guerrilheiros na densa vegetação local.
Entretanto, a visita do
Papa João Paulo II a Timor-Leste, em outubro de
1989, foi marcada por manifestações pró-independência que foram duramente reprimidas. No dia
12 de Novembro de
1991, o exército indonésio disparou sobre manifestantes que homenageavam um estudante morto pela repressão no cemitério de Santa Cruz, em
Díli. Cerca de 200 pessoas foram mortas no local. Outros manifestantes foram mortos nos dias seguintes, "caçados" pelo exército da Indonésia.
Manifestação contra a ocupação indonésia de Timor-Leste, na
AustráliaA causa de Timor-Leste pela independência ganhou maior repercussão e reconhecimento mundial com a atribuição do
Prêmio Nobel da Paz ao bispo
Carlos Ximenes Belo e
José Ramos Horta em outubro de
1996. Em julho de
1997, o presidente sul-africano
Nelson Mandela visitou o líder da
FRETILIN,
Xanana Gusmão, que estava na prisão. A visita fez com que aumentasse a pressão para que a independência fosse feita através de uma solução negociada. A crise na economia da Ásia no mesmo ano afetou duramente a Indonésia. O regime militar de
Suharto começou a sofrer diversas pressões com manifestações cada vez mais violentas nas ruas. Tais atos levam à demissão do general em maio de
1998.
Em
1999, os governos de Portugal e da Indonésia começaram, então, a negociar a realização de um referendo sobre a independência do território, sob a supervisão de uma missão da
Organização das Nações Unidas. No mesmo período, o governo indonésio iniciou programas de desenvolvimento social, como a construção e recuperação de escolas, hospitais e estradas, para promover uma boa imagem junto aos timorenses.
Desde o início dos anos 90, uma lei indonésia aprovava milícias que “defendessem” os interesses da nação, no Timor-Leste, o exército indonésio treinou e equipou diversas milícias, que serviram de ameaça contra o povo durante o referendo. Apesar das ameaças, mais de 98% da população timorense foi às urnas no dia
30 de agosto de
1999 para votar na consulta popular, e o resultado apontou que 78,5% dos timorenses queriam a independência.
As milícias, protegidas pelo exército indonésio, desencadearam uma onda de violência antes da proclamação dos resultados. Homens armados mataram nas ruas todas as pessoas suspeitas de terem votado pela independência. Milhares de pessoas foram separadas das famílias e colocadas à força em caminhões, cujo destino ainda hoje é desconhecido (muitas levadas a Kupang, no outro lada da ilha de Timor, pertencente a Indonésia). A população começou a fugir para as montanhas e buscar refúgio em prédios de organizações internacionais e nas igrejas. Os estrangeiros foram evacuados, deixando Timor entregue à violência dos militares e das milícias indonésios.
A ONU decide criar uma força internacional para intervir na região. Em
22 de setembro de
1999, soldados australianos sob bandeira da ONU entraram em Díli e encontraram um país totalmente incendiado e devastado. Grande parte da infra-estrutura de Timor-Leste havia sido destruída e o país estava quase totalmente devastado. Xanana Gusmão, líder da resistência timorense, foi libertado logo em seguida.
Em abril de
2001, os timorenses foram novamente às urnas para a escolha do novo líder do país. As eleições consagraram
Xanana Gusmão como o novo presidente timorense e, em
20 de Maio de 2002, Timor-Leste tornou-se totalmente independente.
Em 2005, a cantora
colombiana Shakira gravou uma música-protesto intitulada de "Timor". A música, escrita e composta pela cantora, fala de como a
comunicação social ocidental deu importância ao caso da independência de Timor-Leste há alguns anos, e como agora essa mesma comunicação social, televisões e rádios já não se interessavam por este país.
Em 2006, após uma greve que levou a uma demissão em massa nas forças armadas leste-timorenses, um clima de tensão civil emergiu em violência no país. Em
26 de Junho o então primeiro-ministro
Mari Bin Amude Alkatiri deixou o cargo, assumindo interinamente a coordenaria ministerial
José Ramos Horta, que, em
8 de Julho, foi indicado para o cargo pelo presidente Xanana Gusmão, pondo termo ao clima vigente.
A situação permanece razoavelmente estável devido à intervenção militar vinda da
Malásia,
Austrália,
Nova Zelândia e à pressão política e militar de
Portugal que tenta apoiar Timor-Leste no seu desenvolvimento.
José Ramos Horta era apontado pela imprensa portuguesa como um dos sucessores de
Kofi Annan no cargo de secretário-geral da ONU. Ramos Horta não confirmou o seu interesse no cargo, mas também não excluiu a hipótese.
Na segunda volta das eleições de 9 de Maio de 2007, Ramos-Horta foi eleito Presidente da República, em disputa com
Francisco Guterres Lu Olo, sucedendo a Xanana Gusmão no cargo.
A
6 de Agosto de
2007,
José Ramos-Horta indica
Xanana Gusmão, ex-
presidente da república, como 4º
primeiro-ministro da história do país sucedendo a Estanislau da Silva. Xanana Gusmão, líder do renovado CNRT, apesar de 2º classificado nas eleições legislativas de Junho com 24,10% dos votos (atrás dos adversários da
FRETILIN de Francisco Lu-Olo), alcançou uma série de acordos pós-eleitorais com as restantes forças políticas da oposição que conferem ao seu governo um estatuto de estabilidade.
Em
11 de Fevereiro de
2008 Ramos-Horta sofreu um atentado perto da sua casa em Díli. Neste atendado, os guardas de sua casa mataram o ex-oficial do Exército de Timor-Leste,
Alfredo Reinado (rebelado desde maio de 2006), acusado perante a Corte Suprema do país de homicídio, após a onda de violência causada por sua expulsão do exército junto com 598 outros militares por desobediência.
O mesmo grupo também é acusado de efetuar disparos contra a residência do primeiro-ministro do país, Xanana Gusmão, mas nada foi esclarecido ainda em relação a este segundo ataque, que não deixou vítimas.